segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Revolutionary Road
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Braço de Prata
"A Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa, começou a funcionar em 1908, com a denominação oficial de Fábrica de Projecteis de Artilharia, fabricando essencialmente munições de Artilharia e estando dependente do Arsenal do Exército. Com a extinção posterior do Arsenal do Exército, a fábrica tornou-se um estabelecimento independente dentro do Ministério de Guerra".
No passado sábado passei por lá, e é, sem dúvida, um local a visitar mais vezes. A noite começou ao som da MPB e Bossa Nova, numa viagem conduzida pelo inigualável Luiz Caracol e os seus inseparáveis companheiros, os Vira Lata. A escolha do reportório, foi como sempre brilhante: de Tom Jobim a Ivan Lins, de Lenine a Seu Jorge, de Gilberto Gil a Djavan... A sala estava repleta e imaginem a cena: estantes com livros por todo o espaço, ao fundo um palco improvisado e no meio, as mesas e as cadeiras onde está o público. terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
I Can´t stand the Rain...
Estou prestes a ficar com uma psicose por causa deste tempo. A chuva incessante dá-me cabo dos nervos! Já não suporto ouvir as previsões meteorológicas. Eu sei que estamos no Inverno, e que é normal que o tempo esteja frio e chuvoso, mas isto também já é demais!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
"Profundo Mar Azul"
Assisti ontem, no Teatro Taborda, a mais uma brilhante peça acolhida pela Companhia Teatro da Garagem, no seu ciclo "Try better, Fail better". "Profundo Mar Azul", de John Patrick Shanley, fala-nos de um encontro entre dois seres sem rumo, á beira do abismo, que carregam o peso das suas vidas vazias e sem sentido.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
"Cartas do Meu Moínho"
Reencontrei-me este fim-de-semana com imenso prazer, com um livro antigo chamado "Cartas do meu Moínho". Estava esquecido no fundo de uma caixa cheia de recordações antigas, entre cartas de amigos e o meu antigo diário de adolescente. Foi-me oferecido quando eu tinha 12 ou 13 anos, e fiquei imediatamente presa a ele e ás belas histórias que contava. Trata-se do relato de um poeta durante a sua estadia num velho Moínho abandonado, em França, na região da Provença. Lembro-me claramente, que foi quando acabei de lê-lo, que decidi que um dia, também haveria de escrever um livro assim, cheio de imagens belas e de palavras coloridas, que nos fazem sonhar e viajar para terras longíquas.(…) Que linda que ela era! Os meus olhos não se cansavam de a olhar. È verdade que nunca a tinha visto de tão perto. Às vezes, no Inverno, quando os rebanhos desciam para a planície e eu voltava á quinta para cear, ela atravessava a casa a correr, sem mesmo falar aos criados, sempre bem arranjada e um pouco orgulhosa… E agora ei tinha-a ali na minha frente, só para mim. Não era de perder a cabeça?
(…) Ela olhou outra vez para o alto, com o queixo apoiado nas mãos, envolta na pele de carneiro como uma pastora de estrelas:
- Quantas estrelas! E como é bonito! Nunca tinha visto tantas… e sabes os nomes delas Pastor?
- Sei sim, Patroa… Olhe! Mesmo por cima de nós é a Estrela de Santiago (Via Láctea). Vai desde a França direitinha á Espanha. Foi S. Tiago da Galiza quem a traçou para indicar o caminho ao valente Carlos Magno quando ele fazia guerra ao Sarracenos. Mais além, tem o Carro das Almas (Ursa Maior) com os seus quatro eixos resplandescentes. As três estrelas de lá são as Três Mulas e aquela muito pequenina ao pé da terceira é o Cocheiro. Vê em toda a volta esta chuva de estrelas a caírem? São as Almas que Deus não quer no Céu (…) Mas a estrela mais bonita de todas, Patroa, é a nossa, a Estrela do Pastor, que nos ilumina ao alvorecer quando saímos com o rebanho, e á noite quando o recolhemos. Também lhe chamamos Magalona, a bela Magalona que persegue Pedro de Provença (Saturno) e se casa com ela de sete em sete anos.
- O quê Pastor, as estrelas também se casam?
- Pois casam, Patroa.
E quando tentava explicar-lhe o que eram esses casamentos, senti qualquer coisa fresca e suave pousar levemente no meu ombro. Era a cabeça dela, cheia de sono que se apoiava no meu ombro, num rogaçar de fitas, de rendas e de cabelos ondulados. Ficou assim, imóvel, até que os astros do seu empalidecerem, apagados pela luz do dia.
Eu via-a dormir, um pouco perturbado no fundo do meu ser, mas santamente protegido pela noite límpida que nunca me trouxe senão ideias, pensamentos puros. Em nossa volta, as estrelas continuavam a sua rota silenciosa, dóceis como um imenso rebanho; e por instantes, julguei que uma dessas estrelas, a mais frágil, a mais brilhante de todas, que se perdera no caminho, tinha vindo repousar no meu ombro para dormir.”
Alphonse Daudet, “Cartas do meu Moinho”, Editorial Verbo, 1978
* Imagem retirada da Internet
Vicky Cristina Barcelona
A não perder! Aqui fica uma pequena amostra: