Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Projecto Seattle - The Grunge days are back!!!


Foi ontem, no Clube Knock Out, que aconteceu a estreia mundial do Projecto Seattle, uma banda de covers especialmente dedicada a todos os fãs do Grunge –e são, certamente muitos.
A banda, liderada por João Pedro Guerreiro (Hi-Five, Instead, Become Not), leva-nos numa viagem alucinante através dos anos 90, onde brilham as estrelas maiores do Grunge, como Nirvana, Pearl Jam, Soudgarden, Alice in Chains, The Screaming Trees, Bush, Stone Temple Pilots, entre muitos outros.

Num momento, a voz absolutamente brilhante do João Pedro grita de raiva as palavras de “Dead and Bloated” dos Stone Temple Pilots ou a angústia de “Man in the Box” dos Alice in Chains para no minuto seguinte nos envolver na sedução de “Miss you love” dos Silverchair ou de “Wake up” dos Mad Season.

Uma escolha musical perfeita, numa banda com um desempenho irrepreensível, muito feeling e com imenso potencial!

A não perder!

Os Seattle são:
João Pedro Guerreiro – Voz
Alexandre Morais – Baixo
Tiago Franco – Guitarra e voz
João Freitas – Bateria

Alguns temas do alinhamento:
- “Dead and Bloated” – Stone Temple Pilots
- Animal” – Pearl Jam
- “Heartshaped box” –Nirvana
- “Black Hole sun” - Soundgarden
- “The rooster” – Alice in Chains
- “Miss U love” – Silverchair
- “Nearly Lost U” – The Screaming Trees
- “Shine” – Collective Soul
- “Jeremy” – Pearl Jam
- “Interstate Love song” –Stone Temple Pilots
- “Swallowed” – Bush
- “Come as U are” – Nirvana
- “Wake up” – Mad Season
- “Plush” - Stone Temple Pilots
- “Man in the box” – Alice in Chains
- “Smells like teen spirits” - Nirvana


Mais Info em:


Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Camaradas, a Luta continua, pá!!!!

Abismo-me com a polémica gerada pelo Festival RTP da Canção deste ano. Estamos a falar de um programa, que nos últimos 15 anos foi completamente maltratado, desvalorizado e desacreditado pelo público e ao qual ninguém dava importância. De repente, uma massa de portugueses indignados, revolta-se contra os artistas escolhidos para representar Portugal, receosos com a nossa dignidade europeia (como se ela já não estivesse na lama há muito tempo). Não percebo.

Estamos a falar de um programa, que viveu os seus tempos de glória entre os anos 60 e 80, com interpretes tão marcantes como António Calvário, Simone de Oliveira, Fernando Tordo, José Cid ou Adelaide Ferreira e temas imortais como “A desfolhada”, “A Tourada”, “Um grande, grande amor” ou “Bem Bom”. Nesta época, o Festival da Canção era rei ao nível da programação da RTP, o país parava para acompanhar tudo o que se passava e havia um sério e real empenho em criar músicas de qualidade, que fossem o reflexo do nosso país. Talvez por isso, todos os grandes compositores e músicos quisessem mesmo participar no certame. Isso significava prestígio.
Nessas décadas, Portugal trouxe para casa boas classificações, nomeadamente alguns 7º lugares (Carlos Mendes e José Cid), marca que só viria a ser superada em 1996, pela Lúcia Moniz com “O meu coração não tem cor”, que alcançou um inédito 6º lugar.

A partir daí foi sempre a piorar. O programa caiu em descrédito, o público desinteressou-se e, pelos vistos, também os bons compositores decidiram não gastar as suas energias numa competição que já não cativava ninguém. Os resultados na Eurovisão são há muitos anos desastrosos, mesmo quando não merecemos – é o caso da música “Senhora do Mar” de 2008, que na minha opinião foi uma das melhores de sempre e que não conseguiu mais do que um 18ª lugar - e, a bem da verdade, já ninguém tem ilusões que Portugal alguma vez irá conseguir estar entre os primeiros dez classificados. Sair vencedor… só por milagre.

É certo que os Homens da luta não são consensuais. São agitadores. Criam polémica. É certo que a música não é brilhante e que os interpretes não são grandes cantores. Mas o que está aqui em causa é o significado desta escolha. Foi uma escolha em massa do público, clara e inequívoca. Portugal quis que estes fossem os seus representantes na Eurovisão, porque existe uma vontade de dizer alguma coisa, de marcar uma diferença, de sair do registo “certinho” de sempre (balada xaroposa ou fado canção). E é óbvio que há aqui uma mensagem política, uma vontade popular de exprimir descontentamento com um momento tão difícil de crise económica e social. Não há melhor forma de o fazer senão através do humor e não há melhor palco do que o da Eurovisão. E não percebo porque é que de repente, para tantas pessoas, isso é uma vergonha nacional, uma espécie de sacrilégio musical.

Também não percebo, porque é que se convencionou que na Eurovisão, não se pode arriscar fazer coisas diferentes e só se dá crédito a músicas consideradas muito sérias, com intérpretes clássicos. Relembro que em 2006, muitas pessoas ficaram chocadas com o aspecto dos Lordi e com seu Heavy Metal – actuação tão fora dos registos “normais” – e no fim, foram os vencedores, contra todas as expectativas.

A verdade é esta: pela primeira vez em muitos anos, a polémica criada voltou a dar destaque ao Festival RTP da Canção e á importância de uma representação fora de portas. E é também certo, que os Homens da Luta não vão passar despercebidos na Eurovisão. Não espero que tragam uma classificação fantástica (como já é habitual nos últimos anos) mas pelo menos a possibilidade de ser uma representação muito mais divertida que o habitual é enorme.
É comédia. Mas a comédia é uma coisa muito séria.

CAMARADAS, A LUTA CONTINUA, PÁ!!!!



Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Brokenhearted Girl

Tudo poderia ser perfeito não fosse este meu coração partido, pequenos pedaços disformes espalhados por todo o lado. É como quando partimos um prato de porcelana, e mesmo depois de um grande esforço para limpar os destroços, há sempre pequenos restos de loiça estilhaçada em cantos recônditos.

Eu poderia ser feliz, não fosse a morte absurda de um amigo me ter roubado a alegria e me ter transformado para sempre num ser cinzento e sem esperança.

Eu poderia estar bem, não fossem as tuas palavras facas aguçadas, que me rasgam o peito e me ferem mortalmente. Tudo poderia ser diferente se tu me compreendesses, e me quisesses, e me amasses ou então se eu te odiasse ou nem sequer te tivesse conhecido. Tudo seria mais fácil.

A minha vida poderia ser perfeita não tivesse eu de fingir que tudo está bem, não tivesse eu de esconder as lágrimas que choro todas as noites, não fosse esta gaveta cheia de histórias que ninguém quer ler, não fosse este armário atulhado de memórias, de medos e de fracassos.

Tudo poderia ser perfeito, não fossem os teus olhos verdes em chamas, não fossem os teus beijos nascentes. Tudo seria perfeito não fosse este meu coração partido.

Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

No início deste Verão incerto


Hoje preciso falar-te. Contar-te a minha vida desde que te foste, as minhas pequenas histórias banais, os meus desencontros com o mundo. Estou junto da tua sepultura, sentada no início deste Verão incerto, as mãos trémulas e o coração nas trevas, o corpo e a alma devastados pela tua ausência. Quero dizer-te tantas coisas, tantas que se atropelam umas ás outras dentro da minha mente já quase louca, tantas que nem sei se vou conseguir expressá-las todas. Mas tenho a certeza disto: não aceito a tua vida interrompida, não aceito o vazio que persiste, não aceito o mundo sem tu existires nele, sorridente e límpido, como tu sempre foste nos dias felizes.
Desde que partiste, tudo ficou fora do sítio. A casa desarrumada, a roupa fora das gavetas, os livros caídos das estantes. Os corações fora do corpo, o amor sem encaixe. E eu sem ti.

O tempo parou nesse dia, e vivo agora numa dimensão diferente, num universo paralelo, numa espécie de sonho eterno, de onde nunca mais vou poder acordar.
Vivo empurrada pela rotina dos dias, pelas obrigações quotidianas, pelo tempo impiedoso que corre sempre, regular e inexorável, sem pausas.

Pergunto-me muitas vezes, como é possível que, mesmo depois da tua morte, o sol tenha continuado a nascer todos os dias, e as estações tenham mudado, e alguém tenha sido feliz. Não entendo. O certo seria que tudo tivesse ficado suspenso nesse momento, nesse terrível segundo em que te separaste da vida e de todos nós.
Não consigo viver sem ti. Estou, desde esse dia, á beira do abismo, fascinada pela vertigem da escuridão, ás cegas no centro do labirinto. Não encontro a saída. Estou, definitiva e irremediavelmente, perdida.

O tempo que passa não alivia a dor. Pelo contrário, torna-a cada vez maior, cada vez mais forte, generaliza-a ao corpo todo e torna-me cada vez mais vulnerável. O tempo é escasso, não chega para lamber as feridas, para me consolar o espírito. Tenho saudades tuas. Muitas. E isso dói-me.

Preciso dizer-te que estou, mais uma vez, desencontrada do que quero e do que preciso. Como quando nos conhecemos, lembras-te? Isso foi há muito tempo, tu eras uma criança traquina e tinhas o coração nos olhos e a alma exposta, e sorrias para mim com a confiança e o Amor de um irmão.
Gostava que estivesses aqui e que me abraçasses como nesses tempos felizes e atribulados, em que tantas vezes chorámos os dois para logo de seguida explodirmos em gargalhadas sonoras. Tu conhecias profundamente o meu coração e a minha essência, e hoje queria que estivesses aqui, junto a mim, para me dares a mão e para me segredares: “Eu entendo”.

Estou devastada e as lágrimas não são suficientes. Estou desfeita e o tempo passa muito depressa, depressa demais. A vida esmaga-me e tu não regressas.

Sentada junto á tua sepultura, no início deste Verão incerto, quero dizer-te que o meu Amor por ti é eterno, assim como tu, as tuas mãos de criança e o teu sorriso brilhante, iluminando a minha noite.

Tenho saudades tuas. Muitas. E isso dói-me.





Para o Cláudio, o meu Amor eterno (1983-2010)


Sábado, 8 de Maio de 2010

Dois anos

Dois anos. Passaram dois anos, mas podiam ser dois dias. Ou apenas dois minutos. O tempo, é por vezes, uma coisa estranha, um mistério indecifrável. É que há momentos na vida que simplesmente se colam ao nosso corpo, são permanentes, como tatuagens. É que há pessoas que, pelo simples facto de existirem, nos tornam outras pessoas, mais despertas, mais brilhantes, mais felizes. Depois de nos cruzarmos com elas, nada pode voltar a ser o que era. Dois anos parece muito tempo, mas para mim, é quase nada. Para mim, dois anos foi ontem á noite, e ainda estou, como nesse momento, movendo-me na confusão das pessoas, vibrando ao som da música, deslumbrada com o seu olhar luminoso e as suas mãos perfeitas.

Dois anos começaram antes disso. Começaram no minuto improvável em que o acaso me mostrou a sua imagem. Talvez o Amor tenha nascido logo aí, olhando uma fotografia sem nome nem história.
Dois anos começaram quando disse pela primeira vez o meu nome. Apenas uma palavra, dita num tom sussurrado, o olhar faíscando no escuro. Foi como se nunca tivesse ouvido o meu nome na boca de outra pessoa, como se eu tivesse nascido de novo naquele exacto momento. Uma sequência de apenas alguns segundos. inesquecível.
Depois, o tempo passa e envolve-nos no turbilhão da dúvida. Hoje estou no coração da tempestade, prestes a perder o pé e o fôlego.
Às vezes não sei quanto tempo passou ao certo. Dois anos? Dois dias? Dois minutos? É que há histórias que são tão improváveis que não acreditamos que são reais, há pessoas que de tão abençoadas, nos transformam noutras pessoas, nos acalmam o oceano em fúria e nos prendem num estado irreversível de febre terminal.
Dois anos. Hoje.

Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Boas Festas!

Desejo a todos um óptimo Natal e um Ano de 2010 absolutamente brilhante!

BOAS FESTAS!

Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Escrever, Escrever


De volta ás actividades bloguísticas, depois de muito tempo ausente (a culpa é do Facebook!), para falar da minha mais recente experiência no mundo da Escrita Criativa. A escola Chama-se Escrever, Escrever, fica no coração de Lisboa e é uma porta aberta para a criatividade. Não podia ter sido melhor: 10 horas de curso, para criar palavras, frases, textos e histórias, respondendo a todo o tipo de estímulos como cheiros, sons, paladares, visões, tacto. A verdade, é que naquele espaço acolhedor, quente e afectuoso, entre rebuçados bola-de-neve, chás e bolachas maria e muitas conversas, foi possivel criar e crescer com as palavras, inventar personagens e os seus destinos, imaginar histórias e tempos.

A todos aqueles que amam a escrita, recomendo vivamente o curso. Abre-nos a mente e as emoçoes para o mundo que nos rodeia, mas também para aquilo que se passa no nosso interior, no nosso ser mais íntimo.

O lema é: escrever, escrever sempre! Agora já posso escrever o meu livro!


Escrever, escrever
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