quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boas Festas!

Desejo a todos um óptimo Natal e um Ano de 2010 absolutamente brilhante!

BOAS FESTAS!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Escrever, Escrever


De volta ás actividades bloguísticas, depois de muito tempo ausente (a culpa é do Facebook!), para falar da minha mais recente experiência no mundo da Escrita Criativa. A escola Chama-se Escrever, Escrever, fica no coração de Lisboa e é uma porta aberta para a criatividade. Não podia ter sido melhor: 10 horas de curso, para criar palavras, frases, textos e histórias, respondendo a todo o tipo de estímulos como cheiros, sons, paladares, visões, tacto. A verdade, é que naquele espaço acolhedor, quente e afectuoso, entre rebuçados bola-de-neve, chás e bolachas maria e muitas conversas, foi possivel criar e crescer com as palavras, inventar personagens e os seus destinos, imaginar histórias e tempos.

A todos aqueles que amam a escrita, recomendo vivamente o curso. Abre-nos a mente e as emoçoes para o mundo que nos rodeia, mas também para aquilo que se passa no nosso interior, no nosso ser mais íntimo.

O lema é: escrever, escrever sempre! Agora já posso escrever o meu livro!


Escrever, escrever
Praça Luis de Camões nº36 3º dto 1200-243 Chiado Lisboa



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Amália Hoje... e sempre!

Ao sair do Coliseu de Lisboa, depois de assistir ao concerto dos Amália Hoje, não pude deixar de pensar que foi, certamente, um dos melhores espectáculos que já vi. Fernando Ribeiro, Sónia Tavares, Paulo Praça e a Orquestra de Praga juntam as vozes, os instrumentos e os ânimos e, guiados pelo genial Nuno Gonçalves, mentor deste projecto, levam um Coliseu dos Recreios esgotado ao rubro!
Para além dos êxitos do disco (que já é dupla platina), "Formiga Bossa Nova", "Grito", "Nome de rua", "Foi Deus", "Medo" e a incontornável "Gaivota", foram apresentados ao público duas novas versões de fados de Amália Rodrigues: "Rasga o Passado" e "Soledad", com um poema de Cecília Meireles, magistralmente musicado por Alan Ouilman.
Antes de interpretarem "Soledad" foi passado um vídeo onde podemos ver a própria Amália a ensaiar o tema com Alan Ouilman. É um registo absolutamente comovente, tão genuíno e simples como a própria artista e de uma beleza impressionante.
A verdade é que me apaixonei pelo poema e pela música. Absolutamente genial.


"Soledad"

Soledad

Antes que o sol se vá

como um passaro perdido

também te direi adeus,

Soledad, Soledad

Também te direi adeus....

Terra
Terra morrendo de fome
Pedras secas, folhas bravas
Ai quem te pôs esse nome
Soledad, Soledad
Sabia o que são palavras…
Antes que o sol se vá
Como um gesto de agonia
Cairás dos olhos meus
Soledad


Indiazinha

Indiazinha tão sentada

Na cinza do chão deserta

Que pensas, não pensas nada

Soledad, Soledad

Que a vida é toda secreta...

Como estrela, como estrela
Nestas cinzas
Antes que o sol se vá
Nem depois não virá Deus
Soledad, soledad,
Nem depois não virá Deus
Pois só ele explicaria
A quem teu destino serve
Sem mágoa nem alegria
um coração tão breve
Também te direi adeus
Soledad, soledad

Cecília Meireles

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Chambao - "Papeles Mojados"

Graças a uma preciosa dica de um amigo espanhol (Gracias Albert!) descobri esta banda, que é um verdadeiro tesouro: Chamam-se Chambao e são uma banda de música flamenco-electrónica, conhecida como Flamenco Chill. Originais de Málaga (Andaluzia, Espanha) a sua música mistura os sons do flamenco e paus (formas) com música electrónica. Segundo o dialecto andaluz, um Chambao é uma tenda de campismo improvisada para proteger-se do sol e da brisa das tarde na praia, utilizada normalmente na noite de São João.
Aqui fica uma pequena amostra do seu talento... Mui Bueno!



Para mais informações, visitem o site da banda www.chambao.es

4 Copas

Depois de mais uma incursão no cinema português, deixo aqui uma nota sobre o mais recente filme de Manuel Mozos, "4 Copas". Trata-se de uma história simples, sobre uma família do subúrbio, e dos seus dramas do dia-a-dia.
Mas é uma história que nos toca, porque é tão real e genuina, que poderia ser a nossa própria vida, ou a do vizinho do lado, ou a do nosso melhor amigo. Esta é a vantagem dos filmes portugueses: o que vemos é a nossa realidade, a nossa cidade, a nossa rua, as nossas pessoas com os tiques e os truques que tão bem conhecemos... identificamo-nos com o que vemos na no grande ecrã, algo que é sempre mais dificil com filmes que não são nossos.
Para além disso, temos os nossos excelentes actores. Ok, eu sei que sou muito suspeita para falar das interpretações do João Lagarto e do Filipe Duarte - que são dois dos meus actores portugueses preferidos - mas é impossivel não dizer que o seu trabalho é, como sempre, surpreendente.
Mas o que realmente me chocou e entristeceu, foi ter assistido ao filme numa sala de cinema vazia (apenas três espectadores, incluindo eu própria).
Não percebo. Pensei que já tínhamos ultrapassado este preconceito de que nem sequer vale a pena ir ver cinema português porque não presta. Afinal, parece que ainda não foi desta que as pessoas perceberam que cá também se fazem filmes de qualidade, capazes de ganhar galardões internacionais em Festivais de Cinema por todo o mundo (como já aconteceu tantas vezes).
De qualquer forma, eu deixo a sugestão: "4 Copas" em exibição num cinema perto de si... vejam e passem a palavra....é importante apoiar o nosso cinema e os nossos actores... Digo eu!


domingo, 9 de agosto de 2009

Inimigos Públicos - Gangster á moda antiga

Para quem já tinha saudades de um bom filme de gangsters, esta é a minha sugestão: "Inimigos Públicos" de Michael Mann, já em exibição nos cinemas.
Trata-se da história verídica de John Dilinger, um dos mais procurados criminosos da América, e do seu bando de assaltantes de bancos.
É um filme que nos conquista de imediato, com acção, perseguições e tiroteio Q.B., e com um retrato bastante fiel da época, mas essencialmente com a emoção de uma história real, de um gangster com alma e coração de herói. Mais uma brilhante e absolutamente irrepreensível interpretação do grande e inigualável Johnny Depp, que continua igual a si próprio, sempre a emocionar-me e a surpreender-me!
É que até saí da sala de cinema com vontade de encontrar um gangster assim...
A não perder!



sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Caravana

"Atrás de si, o deserto. Traz consigo o ânimo de quem já viu, de quem já acreditou e não precisou de mais nada senão dos passos, um de cada vez, unidos, seguidos, pelo caminho que por dentro já traçou".

HIBA

A minha experiência no Teatro Meridional, com a peça "A Caravana", foi simplesmente inesquecível. A começar pelo próprio espaço. É um local mágico, um espaço recentemente remodelado, no coração da Lisboa antiga, ali mesmo na Rua do Açucar, junto ao Palácio da Mitra. Lá dentro, sentimo-nos em casa. Pessoas juntam-se e conversam, trocam impressões, riem. Cheira a café acabado de fazer. Uma espécie de preparação para a experiência do teatro.


A peça é genial. O autor e encenador é Nuno Pino Custódio e a história fala-nos da Rota da Seda, levando-nos numa viagem desde a China até Veneza, passando pela India e pela Assíria.

Cinco actores e um palco nu, que se vai enchendo de personagens e histórias, e onde vão sendo criados os cenários, apenas com panos e alguns paus, num exercício de sensibilidade e originalidade impressionantes.
Simplesmente perfeito!



"A Caravana é um espectáculo sobre a (in) comunicação, a singularidade do indivíduo e a sua identidade colectiva. relatos de histórias contadas numa representação total onde o corpo do actor assume todos os recursos. De Pequim a Veneza, a maior de todas as rotas é aquela que se faz entre cada ser, preservando a sua essência, fazendo-o existir quando cada um se quis realmente plural."

Texto e Encenação: Nuno Pino Custódio
Interpretação: Carlos Pereira, Catarina Guerreiro, Nuno Nunes, Rui M. Silva e Yolanda Santos.

http://www.teatromeridional.net/
* Fotos e informações retiradas da Internet

terça-feira, 14 de julho de 2009

E o Porto aqui tão perto...

Depois da emoção do Optimus Alive, com um absolutamente extraordinário, excitante, estonteante, brutal - e outros tantos adjectivos que certamente não caberiam neste post - concerto dos grandes Metallica, estava já a sonhar com o SuperBock Super Rock e com o concerto de Depeche Mode... eis senão quando, na véspera, me dizem que o concerto foi cancelado...segundo as notícias que correram, Dave Gahan ter-se-à lesionado numa perna, o que o impossibilitou de vir a Portugal.

Bom... foi um enorme balde de água fria. Meses a preparar este acontecimento, bilhete do concerto e de comboio comprados com imensa antecedência, hotel reservado para o fim-de-semana...enfim, todos os pormenores tratados e antecipados, e depois... não há concerto!

É que se há uma banda que eu gosto mesmo, são os Depeche Mode. Acompanho-os desde os primeiros tempos, conheço as suas obras de trás para a frente e o último concerto que vi foi simplesmente fenomenal! Por isso, fiquei mesmo muito decepcionada.

De qualquer forma, decidimos ir ao Porto na mesma (eu e 3 amigas, todas fãs de D.M.) e ainda bem que o fizemos. Uma espécie de fim-de-semana "just girls".

O Porto continua lindíssimo. Já tinha saudades da cidade, especialmente de passear na Ribeira, um dos meus lugares preferidos. Chegámos com o tempo cinzento, mas foi-se compondo ao longo do dia e o sol brilhou em grande o resto do fim-de-semana! Excelente!

O mais engraçado de tudo isto, é que, por portas e travessas (e graças a alguns amigos bem relacionados) conseguimos arranjar convites para o festival (o que nos permitirá reaver o dinheiro dos bilhetes). O Estádio do Bessa estava, como já se esperava um pouco despido de público, apesar do ambiente estar bastante animado.

Os The Gift e os Xutos&Pontapés foram recrutados, num carácter de emêrgência, para substituir os cabeças de cartaz, numa tarefa bastante ingrata de agarrar um público que se sentia defraudado á partida.

Mas correu mesmo muito bem. Os The Gift deram um belo espectaculo. Foi a 1ª vez que os vi ao vivo e fiquei agradavelmente surpreendida. Uma excelente performance de Sónia Tavares, que soube cativar o público desde o primeiro minuto, com muita garra e energia e oferecendo aos presentes os grandes êxitos da banda como "Music", "OK do you want something simple", "Fácil de entender", entre outros.

Realmente um concerto excelente, de uma banda que, na minha opinião, se afirma como uma das mais criativas e coerentes da música portuguesa e de uma vocalista brilhante, que se destaca num panorama onde as mulheres têm uma expressão ainda bastante débil. Certamente uma experiência a repetir.

Quanto ao Xutos não há muito a dizer...apesar de não ser grande apreciadora da banda, é impossível não lhes reconhecer o mérito e a qualidade e é impossível não cantar ao som de temas emblemáticos como "Contentores", "Circo de Feras, "Homem do Leme", "Chuva Dissolvente", e tantos, tantos outros, que o público cantou sempre em uníssono com a banda. Performance enérgica e irreprensível de um Zé Pedro que melhora há medida que os anos passam.
Fantástico!

Parabéns Teatro da Garagem!

Foi no passado dia 3 de Julho que a Companhia Teatro da Garagem comemorou o seu 20º aniversário, como não podia deixar de ser, de forma inimitável e junto ao seu público. Eu tive a sorte de estar presente neste acontecimento único.

A festa aconteceu no Teatro S.Luiz, em Lisboa, com a apresentação da "Odisseia Cabisbaixa", composta por duas peças: "António e Maria" e "Bela e o Menino Jesus". Pelo meio, fomos todos convidados a jantar e a celebrar os 20 anos da companhia.

"António e Maria resume o amor impossível. Na primeira parte do espectáculo assistimos a uma sucessão de quadros delirantes que invocam a Carne numa celebração trágica. Na segunda parte a Lua derrama a sua luz sobre a Terra distante, espécie de elegia de tudo o que passa sem ficar. Um cavalo atravessa a cena convidando-nos a continuar a Odisseia Cabisbaixa, após um jantar volante no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal.
Bela e o Menino Jesus constitui a segunda parte da Odisseia Cabisbaixa. A acção decorre agora em Marte e termina talvez na cintura de asteróides, que forma o Anel de Saturno, carrossel de detritos, monstruosidade bela e geradora de outras possibilidade, resultante da explosão de um planeta.
Em Marte e no Anel de Saturno, o espectador pode muito bem viajar para o espaço da utopia ou rever um certo Portugal de Miguel Torga, Manuel da Fonseca e Alexandre O`Neill, um Portugal de uma pobreza, que ultrapassava o material, e de uma arte que falava de um espaço fundador da própria identidade portuguesa, denunciando assim essa pobreza. No caso desta Odisseiazinha, o problema não é tanto o da erradicação da pobreza, mas a sua utilização como metáfora que denuncia um outro, muito mais actual, o de um deficit de realidade. Cada vez menos se percebe o que é real, a presença dilui-se diariamente. O império do virtual é também o reino da ilusão, no qual a própria certeza de existirmos é uma incógnita que necessita de uma dor, ou de um belisco, para se certificar de não pairar na região sonâmbula das sombras.
Em Marte, há muito frio, neve e enormes monólitos de granito, memórias caladas da Terra, que os homens carregam como fardos. Os agricultores cultivam prodigamente batatas, sonhos de uma existência em que ainda eram heróis capazes de dormir à noite, sem o temor de acordar num mundo diferente na manhã seguinte.
Odisseia Cabisbaixa é uma metáfora do entendimento que fazemos de teatro. Trata-se de entender o teatro como acção cívica para a transformação do mundo e, nesse sentido, o teatro reconfigura a Terra (a ficção científica é, de certo modo, imaginar o futuro com os olhos no presente); quanto mais as personagens se afastam da Terra mais dela se aproximam. A companhia é a célula onde se ensaiam novos mundos numa escala laboratorial: singular e efémera, sem outro resultado que a memória que dela fica.
Quanto à possibilidade de mudança, é acreditar no trabalho e na sorte, que é como quem diz no milagre do Menino Jesus".

Duas peças geniais, um puro festim de criatividade teatral, doses industriais de loucura e surrealismo, onde é possivel rir e chorar com a mesma intensidade, amar e odiar ao mesmo tempo, dando a oportunidade ao público de se refastelar na cadeira e apenas apreciar a arte!

Mais uma iniciativa brilhante do Teatro da Garagem, que se assume como uma das mais inéditas e excitantes companhias de teatro deste pais! Eu sou fã!

* Fotos e informação retirada da Internet

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Outra Margem

"A outra margem" é uma história que fala da diferença. É uma história que fala da (in) tolerância e das várias tonalidades da vida, do amor e da felicidade, dede o negro da morte ao verde da esperança.
Um homossexual, que trabalha como travesti num bar, perde o sentido da vida com a morte do homem que ama. Entra numa depressão profunda e tenta o suicídio. É nesse momento que começa esta viagem, quando se reencontra com a irmã, que já não via há muitos anos e conhece o sobrinho, um jovem de 16 anos com Sídrome de Down. A amizade sincera que se cria entre os dois transforma as suas vidas por completo.
Este é o encontro da mudança, a possibilidade de reconciliação com um passado doloroso e a oportunidade única de olhar para o futuro com esperança.
"A outra margem" é um filme português de 2007, com vários prémios internacionais conquistados, nomeadamente o Prémio de Melhor Actor no Festival de Filmes do Mundo de Montreal, atribuido ex-equo a Filipe Duarte e a Tomás Almeida.
É um filme comovente e tocante, que eu há muito queria ver, e que me surpreendeu em todos os aspectos.
A simplicidade com que a história é contada é simplesmente arrebatadora e a forma como aborda temas socialmente sensíveis como a homossexualidade e a deficiência é muito inteligente e extremamente emotiva.
Um filme brilhante, que na minha opinião, consagra Filipe Duarte como um dos melhores e mais versáteis actores de cinema da sua geração, com uma interpretação genial... tão boa que chega a ser arrepiante (a verdade é que depois dos primeiros 10 minutos de filme eu já estava tão tocada por ele que chorei).
Um filme feito de pormenores de beleza incontornável, para mim, uma obra-prima do novo cinema português.
Um filme de Luis Filipe Rocha. A não perder!


sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Rei da Pop

Nem tenho palavras para descrever a minha sensação de surpresa e choque com a notícia da morte de Michael Jackson... Fiquei nos primeiros segundos, perplexa, parada em frente ao televisor, a reler as parangonas que diziam "morreu Michael Jackson esta tarde", como se estivesse a ver mal, ou não estivesse mesmo a perceber nada do que estava a acontecer.

É incrivel como há figuras que são tão constantes e consistentes nas nossas vidas, que nós nunca pomos sequer a hipótese de que possam vir a desaparecer um dia, como se assumíssemos que são eternas. O MJ era, sem dúvida, umas dessas personagens míticas.
Estou chocada. E triste. É mesmo muito estranho viver num mundo onde o Michael Jackson já não existe.

Que dizer de MJ? Em 1983, vi o videoclip de "Thriller" pela primeira vez. Tinha 7 anos e foi uma sensação indescritível... tive um medo de morte de todas aquelas figuras horrendas a sair dos túmulos, zombies a vaguear pela noite, e o próprio MJ transfigurado em lobisomem. A verdade, é que nada voltou a ser como dantes no mundo da música depois disso.
Relembro que a MTV tinha iniciado emissões regulares há apenas 2 anos e que muito poucas bandas faziam videoclips (e os que haviam eram mesmo muito básicos). Quando o Thriller começou a passar na T.V. toda a gente ficou de olhos esbugalhados, porque foi uma megaprodução, algo inédito e nunca antes visto.
O mais engraçado de tudo, é que ainda hoje, passados 26 anos, sempre que o video passa nalgum canal, paro sempre para o rever. Continua a ser genial.
A verdade é que nunca nenhum artista arriscou tanto, inovou tanto, brilhou tanto. Nunca nenhum artista vendeu tantos discos (só o álbum Thriller vendeu 50 milhões de cópias), nunca nenhum artista alcançou a dimensão universal que MJ alcançou.


Foi o 1º afro-americano a ter um vídeo a passar na MTV, ganhou 25 Grammys (19 a solo e 6 com os Jackson 5) e inventou o Moonwalk (e tantas outras coreografias extraordinárias), mas foi também motivo de muitas notícias bizarras e excêntricas, de muitas polémicas e escândalos.


Para mim, fica-me apenas a memória de um artista fenomenal, pioneiro e visionário em tudo o que fez, uma referência incontornável para a maioria dos músicos de todo o mundo, e que nos deixa uma herança musical inigualável, um verdadeiro tesouro artstico, que provavelmente nunca nenhum outro artista terá capacidade de imitar. Uma carreira brilhante de três décadas, com momentos geniais, consubstanciados em temas inesquecíveis como "Billie Jean", "Beat it", "Bad", "Remember the time", "Black or White" ou "Earth Song" e tantos, tantos outros, que cresceram e viveram connosco, e que alteraram para sempre e de forma indelével, a nossa forma de ouvir e viver a música.


Ontem, morreu também a actriz Farrah Fawcett, um dos maiores ícones da beleza americana dos anos 70, depois de uma batalha dura e longa com o cancro. Um dia trágico, sem dúvida.


* Foto retirada da Internet

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Memórias de Branca Dias


"Com uma existência entre a História e a Lenda, considerada uma das matriarcas do Pernambuco, Branca Dias é, no século XVI, no Brasil, símbolo do povo miúdo português no Novo Mundo, evidenciando o lado popular do heroísmo quotidiano, exultante e aziago, miscigenador e dizimador, generoso e rapace dos primeiros colonos portugueses no Brasil.

É sábado. Está muito calor. Estamos em Olinda, no Pernambuco brasileiro do séc XVI, em casa de Branca Dias, portuguesa cristã-nova de Viana da Foz do Lima. Denunciada pela própria mãe e pela irmã, é presa pela Inquisição em Lisboa, de onde parte clandestinamente com sete filhos, para o Pernambuco. Com Diogo Fernandes, seu marido, constrói Camaragibe, um dos primeiros engenhos de açúcar do Pernambuco, onde cria os seus onze filhos, e onde permanecerá dez anos depois da morte do marido como a primeira senhora de engenho do Brasil. Vende Camaragibe para se instalar em Olinda, onde se torna mestra de meninas, criando a primeira escola de costura e de cozinha.
Entre as três orações do dia, Branca Dias recorda e revive os principais momentos e pessoas da sua vida.

Branca Dias é uma adaptação dramatúrgica do romance de Miguel Real
Interpretação: Rosário Gonzaga;
Adaptação dramatúrgica e encenação: Filomena Oliveira;
Orgânica sonora e Música original: David Martins;
Desenho de Luz: Paulo Cunha.

Aproveitando a presença do CENDREV com "Memórias de Branca Dias" no palco do Teatro da Comuna em Lisboa, durante o passado fim-de-semana, foi-me possível assitir a um belo momento de Teatro, com um texto lindíssimo e com uma interpretação brilhante e absolutamente comovente de Rosário Gonzaga.

A não perder... algures num palco por esse Portugal fora!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Arte do Crime

"Em A Arte do Crime, peça que estreou em 1981, Richard Harris constrói uma intriga policial excepcionalmente tensa e enigmática, em torno de três protagonistas: um Inspector-Chefe da Polícia, uma escritora de séries e peças policiais e o misterioso homem que os atrai a casa dele sem que se perceba com que intenção o faz.

Que relação liga es três figuras? Que têm elas em comum para se juntarem na mesma história? Haverá no passado alguma capaz de explicar a razão porque as vemos agora face a face na mesma sala? São algumas das perguntas que o espectador irá fazer desde que a cortina abre para um espectáculo de grande intensidade psicológica. A incerteza, a dúvida, o clima de suspeição mantém-se intacto até ao desfecho desta história triangular contada com mão de mestre por um dos mais premiados dramaturgos do teatro inglês contemporâneo".

Nesta adaptação da Companhia Teatral do Chiado, com encenação de Juvenal Garcês, a acção decorre num bairro periférico de Lisboa. O Inspector Chefe Vasco Machado, a escritora Diana Galvão e o imprevisível Sr. Rocha defrontam-se num espaço fechado onde nunca é muito claro quem domina e quem é dominado.

Um excelente espectáculo repleto de humor e suspense com interpretações irrepreensíveis de Simão Rubim (absolutamente genial!), Emanuel Arada e Vanessa Agapito.
* Fotos e informação retiradas da Internet

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O Inspector-Geral

Chama-se "O Inspector Geral", e está em cena no Teatro "A Barraca", até ao final do mês de Maio. Trata-se de uma peça de Nikolai Gogol, datada de 1836.
"A visita anunciada de um Inspector faz desencadear um processo em que a corrupção, a fraude, o medo e a Intriga são a matéria em que com que se constrói uma das mais corrosivas e hilariantes comédias russas do período pré-revolucionário.
A actualidade do humor de Gogol faz desta peça um clássico da sátira universal"
São duas horas e meia de muito divertimento, gargalhadas e bom humor, com música á mistura (uma pianista faz toda a banda sonora da peça ao vivo), e brilhantes interpretações de Maria do Céu Guerra e João D'Àvila à frente de um elenco surpreendente.
Ficha Artítica e Técnica:
Texto: Nikolai Gogol
Espectáculo: Maria do Céu Guerra
Música e Direcção musical: António Victorino de Almeida
Com: Maria do Céu Guerra, João D'Àvila, Adérito Lopes, Carla Alves, Jorge Gomes, Pedro Borges, Rita Fernandes, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Susana Costa
Participação especial de António Rodrigues e ao Piano Madalena Garcia Reis
Poemas: Miguel Martins
Eis um pequeno excerto da peça:


quinta-feira, 23 de abril de 2009

If it makes a difference

Chamam-se Instead, são de Lisboa, e nasceram algures entre 2003 e 2004, de um sonho comum de fazerem música à medida da sua diferença e originalidade e dos seus desejos mais intímos.

O álbum de estreia foi editado no final do ano passado e chama-se "Wake up from your slumber", e reflecte tudo aquilo que são os Instead: uma banda única, original, com um enorme talento e uma dedicação absoluta á arte de fazer música. Ok, eu sei que sou suspeita para falar, porque conheço-os há já algum tempo, são meus amigos e praticamente vi este projecto nascer, mas não posso deixar de fazer este post em sua homenagem.
A festa oficial de Apresentação do disco, vai acontecer no próximo dia 26 de Abril, pelas 22.00H, no Clube Knock-Out, em Vale Figueira. Escusado será dizer que é imperdível!
Deixo-vos o primeiro vídeo oficial da banda, do single "If it makes a difference".




Para saber mais visitem www.myspace.com/insteadmusic

segunda-feira, 20 de abril de 2009

YAMI@Fábrica do Braço de Prata


Ouvir o Yami (ou Fernando Araújo) é fazer uma viagem por terras longíquas como África e Brasil, sempre com Portugal no horizonte. Yami é angolano, mas vive há quase 30 anos em Portugal e tem um percurso musical brilhante e invejável.

Ver e ouvir o Yami é sempre uma garantia de assistir a belos momentos musicais, de uma energia tão positiva e vibrante que contagia... É impossivel não dançar ao som da sua música e não sorrir em resposta ao seu sorriso luminoso e genuíno. Importa dizer que o nome Yami significa em Kimbundo "aquilo que vem de mim", o que já diz quase tudo.


Mãos cheias de boa energia, "Good Vibes", e música e músicos de altíssima qualidade, é o que podemos esperar de um concerto de Yami. Na forja está um novo álbum, mas o anterior continua a dar que falar, com temas como "Aloelela" ou "Música ao longe".

Absolutamente imperdível!

"Vêm de sul e são transmarinas, as raízes. Talvez por isso, não há som nem verso nem panorâmica que não se tropicalize. Irredutivelmente diversas, fincam-se nas figuras rítmicas panafricanas, entre formas tradicionais e inovações crioulas — quer nas das músicas de dança das cidades de África, como semba, coladera e morna, quer nas das músicas da diáspora africana, como funk, reggae e rumba — e germinam nas criações musicais de YAMI outra e outra e outra coisa. Se de olhos bem fechados — como se aconselha a escuta —, experimenta-se sem distância a canícula dos lábios que cantam e riem; o ébano dos corpos dançantes que, ora juntos ora separados, alisam capins e enxotam formigas, e o aroma dos cajueiros floridos e das mangueiras em fruto, subindo e descendo a espiral do som que torna viagem do hemisfério da alma."

Os Músicos:
YAMI (Fernando Araújo): Voz e Guitarras;
Nelson Canoa: Teclas e Acordeão;
Tiago Santos: Guitarras;
Ciro Cruz: Baixo;
Mário: Percussões.

Para conhecer melhor o Yami:
www.myspace.com/yamimusica

*Foto retirada da Internet

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bizarra Locomotiva@Musicbox

Os Bizarra Locomotiva apresentaram o seu novo álbum "Album Negro", na passada 6ª feira, no Musicbox e não goraram nenhuma das minhas expectativas. Depois de os ter visto ao vivo pela primeira vez em 2006, estava realmente ansiosa por este álbum e por mais uma oportunidade de os ver em concerto.

A única palavra que me ocorre é brutal. O poder musical destes senhores é absolutamente brilhante, o espectáculo é sempre surpreendente e hipnotizante, as letras são tão brutais que chegam a doer... Uma banda e um projecto únicos no panorama musical português.
Os fãs responderam em grande estilo e esgotaram o Musicbox, ávidos das novidades do álbum novo, como "Anjo Exilado" (com a participação de Fernando Ribeiro dos Moonspell), "Ergástulo" ou o genial "O Grito" e recebendo com euforia alguns clássicos como "Homem Máquina", "Escaravelho" ou "Cada Homem".

Ficam aqui as palavras do José Luis Peixoto acerca do "Àlbum Negro", já que concordo em pleno com a sua opinião:

"Brutal. Poucos adjectivos caracterizam tão bem o novo registo de Bizarra Locomotiva. Sem piedade, “álbum Negro” é brutal mesmo nos momentos mais brandos, mais lentos, mesmo quando a voz é sussurrada. … brutal porque existem verdades que têm de ser ditas e existe a honestidade absoluta para dizê-las , existe a intensidade daquilo que é apenas genuíno. Nenhuma faixa deste disco é dispensável. Juntas, ordenadas, formam um caminho completamente inédito naquilo que já se gravou em português. A música, o som, as vozes levam a própria língua a novos lugares. Nesses espaços, o ouvinte poder encontrar revolta ou angústia, nostalgia ou raiva, pode encontrar um mundo inteiro. Em qualquer um dos casos, em qualquer um dos muitos tons de negro deste álbum, aquilo que está sempre presente é esse carácter brutal, essa verdade que se afirma a cada segundo do leitor de CD, que faz com que se ouça repetidamente e que faz com que este seja um disco assinalado na historia da musica portuguesa. ” -
José Luís Peixoto, Abril de 2009.
Os Bizarra Locomotiva são:
- Rui Sidónio - Vox
- Miguel Fonseca - Guitarras
- B.J. - Máquinas
- Rui Berton - Bateria


"Cada Homem" 2002

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Strange But True

Hoje acordei com esta música na cabeça e não consigo deixar de a cantar, intimamente, entredentes, em surdina. Já não a ouço há bastante tempo, o álbum data de 2000, e eu não o ponho a tocar há ja tanto tempo que nem me lembro quanto.


Em 1993, fui assistir ao concerto do Prince (no velho Estádio de Alvalade) e tive uma revelação: eu não acredito que a perfeição exista, mas este homem está, certamente, lá muito perto.
Eu tinha 17 anos e nada voltou a ser como dantes. A partir daí comecei a coleccionar sôfregamente a discografia do Prince (que é imensa), os concertos ao vivo, as escassas entrevistas que deu ao longo dos anos, as suas excentricidades e devaneios (entre sucessivas mudanças de nome e de título, conversão a religiões estranhas e outras loucuras). Considero-o um génio, um dos maiores ícones da Música no Século XX.


Sei de cor, grande parte das suas músicas. Passei muitos anos a perscrutar os discos faixa a faixa, á procura de tesouros escondidos, decifrando as mensagens menos claras, decorando as palavras mais duras e emocionantes.
Mas continuo a não perceber, porque é que hoje, mal acordei, esta música soou tão nítida na minha cabeça. Como não a consigo esquecer, partilho aqui as suas palavras:



Strange But True


Okay, let me say this quick - before I start 2 cry
U're the only one that I gave it 2, the one I fantasised 4
And time away from U has taught me
What I should have known
That this hole I'm trying 2 fill with another - yeah, it's grown
And I got your package
But when I tried 2 write back I bailed
See, trying 2 express the future, sometimes language fails
And over this time I've learned
My life force is increased by knowing U
Every door that closes, another one opens
Strange but true
Strange but true


No regrets because I forget the unfamiliar faces
Those petty lies and alibis, just golddiggas chasing
Dreams of sovereignty, they tried to come between U and me
A curse there in set forces a chain of events
That only freed me when I remembered
Where I was and who I am
The only Prince that will ever rule this holy land
All understand and all standunder this affirmation now
By the power invested in me by God...
All negativity bows


Strange but true, let's see what U can do


U may have lost me, but I found myself
The ones who love me without condition - this is my wealth
And with these words I will win
Repeat them over and over again
All understand and all stand under this affirmation now
By the power invested in me by God...
All negativity bows
All negativity bows
All negativity bows

"Rave unto the Joy Fanstastic", 2000


All negativity bows. Strange but true. É isso.


* Foto retirada da Internet

segunda-feira, 23 de março de 2009

Slumdog Millionaire

"Slumdog Millionaire" é um filme genial. Não me ocorre mesmo outra palavra para o descrever. Desde a realização, á fotografia, ao trabalho dos actores, à banda sonora, tudo é excelente.
A história e o conceito do filme são brilhantes: um jovem oriundo de um bairro de lata indiano, participa no célebre concurso "Quem quer ser milionário" e tem á sua frente a oportunidade da sua vida: tornar-se milionário.
O filme leva-nos numa viagem intensa e emocionante pela história de vida deste jovem, que a cada nova pergunta do concurso, nos conta um episódio conturbado da sua existência, e dá-nos uma visão da realidade cruel e insana sobre a sociedade indiana e a pobreza extrema que se vive nos bairros de lata.
Percebo agora porque foi premiado com tantos òscares. É um filme perfeito.


Moonspell@Hard Rock Café Lisboa

Foi no passado dia 18 que os fãs de Moonspell tiveram oportunidade, pela 1ª vez, de assistir a um concerto da banda, naquele espaço, em formato eléctrico.

Inclúido na iniciativa "March On Stage", em parceria com a SIC Esperança, o concerto teve como principal objectivo angariar fundos para apoiar diversas causas solidárias.
Escusado será dizer, que os rapazes não deixaram os créditos por mãos alheias, e o que encontrámos nessa noite, foi um Hard Rock Café completamente esgotado, vibrante e com todos os fãs ansiosos por um espectáculo em Lisboa, depois de uma longa tournée nos E.U.A. e já com as malas feitas para mais uma tournée europeia, a partir de Abril.

Apesar de ter tido uma duração curta (cerca de 1 hora), foi um concerto excelente (como já é habitual), com um repertório escolhido á medida da ocasião, com tesouros que já não ouvíamos ao vivo há alguns anos como "The Butterfly FX", ou mesmo uma música que a banda nunca tocou ao vivo em Portugal: "Disappear Here". Não faltaram os êxitos "Nocturna", "Everything Invaded", "Abysmo", "Southern Deathstyle" ou "Scorpion Flower", e os incontornáveis clássicos "Opium" e "Alma Mater".

Mais uma bela noite na companhia dos Moonspell. Muito bom!

segunda-feira, 16 de março de 2009

BLACK VOX: Histórias Negras em Teatro de Terror


"BLACK VOX: Histórias Negras em Teatro de Terror" é uma peça de teatro da "Companhia de Teatro do Elétrico", escrita e protagonizada por Ana Lázaro, Patrícia Andrade e Ricardo Neves-Neves, que nos transporta para o mundo obscuro dos medos, horrores, traumas e cicatrizes, através da apresentação de 4 curtas histórias assombrosas, aparentemente sem ligação entre si, mas sempre com um fio condutor: o horror.

“Lote 513, 3. º Esquerdo” é o drama de uma mulher perdida, que faz da própria casa um labirinto e deixa de reconhecer a realidade. “Manual” traz-nos uma menina, queimada com água a ferver, que queria ser bailarina. Um ilusionista, que fala da sua partner, protagoniza “O Trágico Truque de Rodolphe Stephani ou o Misterioso Soluço da Lâmpada Azul”, e “Pin Up Bang Bang” é a história de uma mulher sensual que faz os homens perder – literalmente – a cabeça".

O cenário é composto, sobretudo, pelo desenho de luz ou pela projecção de vídeos, que reflectem o interior perturbado das personagens e o ambiente criado para assistir á peça (na Casa Conveniente) não podia ser mais propício: pouca (ou mesmo nenhuma) luz, cadeiras partidas com o estofo rasgado, reflexos de espelhos...
Fiquei completamente fascinada com a beleza e profundidade dos textos, assim como com as interpretações dos actores (Parabéns a todos, em especial à Patrícia Andrade)...absolutamente genial!

Um espectáculo assustador mas, sem dúvida, imperdível!

"BLACK VOX: Histórias Negras em Teatro de Terror"

Textos e encenação . Ana Lázaro, Patrícia Andrade, Ricardo Neves-Neves com . Ana Lázaro, Patrícia Andrade, Ricardo Neves-Neves, Sílvia Figueiredo, Vítor Oliveira; vídeo . Dora Carvalhas curta de animação . Solange Santos e Mário Sousa [polegarfilmes] a partir do texto de Ana Lázaro
Casa Conveniente 6 a 15 de Março todos os dias às 21:30; Teatro da Trindade 29 de Abril a 17 de Maio 4ªa a Sáb às 22h . Dom às 17h

Bilhetes . 7,5€ . normal 5€ . para jovens até 30 anos, maiores de 65 anos, profissionais do espectáculo, grupos de mais de 10 pessoas, coveiros, talhantes e médicos legistas
info e contactos: 964096484 913938899 www.teatrodoelectrico.com



* Imagem e informações retiradas da Internet

terça-feira, 10 de março de 2009

Money Maker$@Festival de Música Moderna de Corroios 2009

“Organizado pela Junta de Freguesia de Corroios desde 1996, sem qualquer interrupção, o Festival de Música Moderna de Corroios, na sua origem designado por Festival Novos Caminhos, busca promover e valorizar os novos talentos da música portuguesa, abrindo portas para a sua afirmação.
Deste Festival sairam já nomes hoje reconhecidos como os «Luazzuri»/1996 (com David Rossi - actualmente no projecto Zedisaneonlight - Zona Música), «Sirius»/1996 (UHF – alguns elementos fazem parte da formação que acompanha António Manuel Ribeiro), «Yellow W Van»/2000 (assinaram contrato com a editora Universal em 2001), «Factos Reais»/2001 (com os trabalhos "Será Justo" editado em 2003 e recentemente “Plano B” editado pela Matarroa), «Ashfield»/2002 (segundo lugar no Termómetro Unplugged 2003), «Plasma»/2003 (vencedores em 2004 do concurso “Alarga a Tua Vida” da Alcatel, na categoria Pop-Rock), «The Poppers»/2004 (“Boys Keep Swinging”- Rastilho Records-2006), «UMEED» e «Sugar» 2005, «New Connection»/2006 (“Guts” - Mouraria Records - 2006) entre muitos outros como: «Easyway», «Orgasmo», «Triplet», «You Should Go Ahead», «Dapunksportif» ou «Guys From The Caravan.

A 2ª sessão do Festival inaugurou a exposição de homenagem à histórica sala Rock Rendez Vous. Podem ser vistos 10 painéis que fazem uma viagem por alguns dos aspectos mais significativos do RRV".

Em palco na 2 ºeliminatória e em competição estiveram os "Puny" (Viseu) e os "Money Maker$" (Lisboa).
Os primeiros são uma banda formada por Ricardo Ramos (guitarras, voz, baixo e percussão), Rodrigo Paulino (voz e baixo) e Sandro Martins (bateria). Praticam um som low-fi indie, experimental e alternativa. Pessoalmente não é o meu estilo de música nem de banda. Achei-os um pouco egocêntricos, não comunicaram minimamente com o público (que apesar de ser pouco merecia alguma atenção), e não comunicaram entre si. Pareceu-me que cada um tocou para si próprio e, na minha modesta opinião, não é assim que uma banda deve ser.

Os "Money Maker$" são uma banda lisboeta formados por Vitor Machado (voz e guitarra), Pedro Gama (Guitarra e voz), Gonçalo Santos (baixo) e Robert (Deniro) (bateria). "A sua música como eles próprios a definem "percorre sonoridades na área do rock, punk e reggae".

Eu sou um pouco suspeita para falar desta banda, porque os acompanho há já algum tempo e posso afirmar que sou uma fã. São um colectivo completo, bastante coeso, tanto ao nível musical como estético (os fatos que vestiam nessa noite eram muito á frente!) e proporcionam belos e intensos momentos de diversão e muito Rock. Uma banda "a sério", com imenso talento para a comunicação (ou não tivesse como vocalista um comunicador e "Entertainer" nato como é o Vítor Machado) e com um enorme potencial artístico e criativo.
Claramente um projecto a não perder de vista!
Chamo a atenção para a exposição de homenagem ao grande "Rock Rendez Vous", onde podemos fazer uma viagem ao nosso passado musical revisitando grandes nomes e grandes músicas da nossa história recente. Excelente!
Aqui fica o vídeo da performance e entrevista dos Money Maker§:




As eliminatórias do Festival vão decorrer até ao dia 21 de Março e a final será no dia 28 com os três projectos vencedores. Por isso apareçam, divulguem, votem nos vossos preferidos e apoiem as novas bandas nacionais, que são mesmo do melhor!

Para mais informações sobre o Festival:
http://www.festivaldecorroios.net/

Para mais informações sobre os Money Maker$:
www.moneymakersmusic.com


sexta-feira, 6 de março de 2009

Slow Motion Days

Enquanto espero pelo elevador no Piso 1, dou comigo a pensar que este é o 11º dia consecutivo em que repito estes gestos: chamar o elevador, entrar, carregar no botão com o número 5, esperar, sair à esquerda pelo corredor, entrar na enfermaria 10. O quarto tem 3 camas, na do meio, a nº 5, está a minha Avó.

Assim que saio do elevador, ainda antes de começar a percorrer o corredor, sinto aquele cheiro característico, inconfundível, um cheiro adocicado, que não consigo decifrar do que é. Se for perto da hora do jantar, esse cheiro mistura-se com o da comida, estão a distribuir as sopas. É enjoativo. Dentro do quarto o calor é insuportável, sufocante.

O Hospital Amadora Sintra passou a ser a minha segunda casa. Aos fins de semana, passo lá toda a tarde. O grande átrio da entrada é a sala de estar da nossa família. Encontramo-nos lá todos, filhos e filhas, tios e tias, primos e primas e outros parentes e amigos, alguns dos quais eu já nem me lembrava. Os dias passam como que em câmara lenta, tão lentamente que assusta.

Ao 11º dia, estamos todos mais animados. No final do primeiro dia de internamento da minha Avó, ninguém acreditou que ela iria resistir até ao dia seguinte. Estava irreconhecível, pálida e mais magra do que nunca, imóvel e silenciosa por entre os tubos do soro.

A minha Avó fará 96 anos de idade para a semana, mas apesar da seu já longo período nesta vida e do seu estado de saúde cada vez mais débil, ninguém se preparou para o seu desaparecimento. A ideia de que aqueles podiam ser os seus últimos dias, devastou-nos brutalmente a todos.
Mas ela resistiu. Contra todas as possibilidades reais. Amanhã, no 12º dia, voltará para casa, para o seu pequeno mundo e eu voltarei a respirar de alívio e a poder sorrir um pouco.

A minha Avó ensinou-me uma lição preciosa, uma em cada dia da minha existência. Esta foi mais uma: para sobreviver é preciso ter força para resistir, mesmo quando tudo está contra nós e já ninguém acredita num milagre.


Amadora, 28 de Fevereiro de 2009


* Foto retirada da Internet

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Moda Foca

Encontra-se já disponível o primeiro volume da nova e absolutamente brilhante revista humorística a "Moda Foca". trata-se de uma "Revista humorística e blog de Banda Desenhada, cartoon, ilustração, notícias absurdas e mais umas coisas".

O "Moda Foca" Project tem associado várias vertentes: a Revista, o Blog, e as T-shirts, numa especie de Santíssima Trindade do Humor.
Para os interessados em conhecer e explorar este belo projecto aqui deixo os caminhos:




Mesmo do melhor!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Neruda "O silêncio cabe em qualquer harmonia"

"São uma banda nova. Com um som novo. E editam em 2 de Março o seu álbum de estreia, homónimo. Chamam-se Neruda, são de Lisboa e, como se pode compreender facilmente quando se assume um nome como este, a poesia tem a máxima importância no seu trabalho. E, tal como em Neruda, nos Neruda podem encontrar-se muitos poemas de amor. «Vinho do Teu Corpo», que já está a rodar nas melhores rádios, é o primeiro single retirado do álbum.

Os Neruda são Pablo Banazol (voz, guitarras, letras, composição musical), Tiago Reis (guitarras, teclas, arranjos), Bruno Vaz (bateria) e Pity (baixo). E, nas gravações do álbum – feitas há dois anos, no estúdio BBS, em Vendas Novas –, participaram ainda o baixista Pedro Joyce (Pity só entraria para os Neruda depois), João Campos (segundas vozes e dueto com Pablo no tema «Voa Alto»), Nélson Canoa (teclas) e André Rocha (percussões). A produção esteve a cargo de João Martins, reputado produtor que já trabalhou com os Xutos & Pontapés, Da Weasel, Mão Morta, Rio Grande e Alcoolémia, entre muitos outros. As músicas foram todas compostas por Pablo, que também escreveu todas as letras, à excepção de «Alguém Me Roubou» (letra de Marta Botelho), «Suave Anseio» (letra de Ana Rebelo) e o single «Vinho do Teu Corpo» (letra de Rui Manuel Oliveira “Cuca”).

Há dois anos, quando o projecto começou, chamavam-se Neruda Picasso Escobar. Três nomes míticos - «o poeta, o artista, o bandido…» - que tinham em comum com o líder do grupo, Pablo, o mesmo nome próprio. Mas ficou só Neruda, nome forte, apelativo, sonante, que fazia ainda mais sentido, agora, quando as palavras adquiriram uma importância fundamental em todo este processo. E a música, essa, também!... Pablo tem uma longa experiência no nosso espaço musical: fez parte dos Zoom – aos quais também pertenceu Bruno Vaz e cujo produtor era Tiago Reis, agora todos juntos nos Neruda – e passou ainda pela Ala dos Namorados. Ele, e os outros, têm ainda no curriculum participações em bandas como os Fat Booze, os Gang, os XPTO ou a actual banda acompanhante de João Gil.

E por entre referências bem-vindas e assumidas de Beatles, Rufus Wainwright, Antony & The Johnsons, Radiohead, Caetano Veloso, Gomez ou Lenine – o que se pode esperar dos Neruda é uma música em que a beleza, a contenção, a simplicidade e um lugar, mágico e único, para o Silêncio têm a primeira palavra. Mas, apenas, a primeira de muitas mais…"

Alinhamento do álbum:

1 – Intro
2 – As Queixas Que a Natureza Nos Faz
3 – Vinho do Teu Corpo
4 – O Fim É Apenas o Princípio…
5 – Dá Passagem
6 – Esse Veneno
7 – Canta, Dança, Actua Só Para Mim
8 – Suave Anseio
9 – Tentar Apagar o Passado
10 – Sussurra-me
11 – Doutra Forma
12 – Por Ventura
13 – Voa Alto
14 – Por Dentro Deste Silêncio
15 – Alguém Me Roubou? (faixa-bónus)

Edição: Universal Music Portugal

Finalmente a concretização e celebração de um músico absolutamente brilhante e talentoso, que eu muito admiro, e que tenho a sorte de conhecer há já alguns anos.
Parabéns ao Pablo e aos restantes músicos da banda pelo excelente projecto, que espero, muito sinceramente venha a dar frutos doces e saborosos!

Neruda - Vinho do Teu Corpo
Neruda - Vinho do Teu Corpo


Para conhecer melhor a banda:
www.myspace.com/myspacedosneruda



* Informação e vídeo retirados da Internet

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Revolutionary Road

Esta é a história dramática de um jovem casal, apaixonado e aparentemente perfeito, que vive num suburbio de Nova Iorque,nos anos 50, a braços com uma existência rotineira, com ambições frustradas e sonhos desfeitos.
April sonha com uma carreira de actriz, que nunca conseguiu concretizar, porque a sua falta de vocação nunca lho permitiu. Vive aprisionada ao seu casamento, vivendo numa constante luta entre o amor que sente pelo marido e a vontade de se libertar de uma vida entediante.
Frank é um homem de sonhos frustrados, que vive preso á lembrança do pai, com um trabalho que detesta e sem grandes perspectivas de futuro. A sua principal preocupação é manter o seu casamento e assegurar o bem-estar da sua família.
A relação de ambos é apaixonada e intempestiva, mas é ameaçada pelos desejos e sonhos de cada um, que parecem estar sempre desencontrados.
Um excelente filme, que nos faz questionar sobre a verdade dos sentimentos e levanta a questão (bastante pertinente): será que o casamento implica necessáriamente que temos de abdicar dos nossos sonhos e ambições? Será que a rotina do dia-a-dia acaba sempre por matar o amor?
Brilhantes e intensas interpretações de Kate Winslet e Leonardo Dicaprio (que conseguem uma química incrivel), num filme inquestionávelmente duro, mas sem duvida, muito belo.
A não perder!