terça-feira, 10 de março de 2009

Money Maker$@Festival de Música Moderna de Corroios 2009

“Organizado pela Junta de Freguesia de Corroios desde 1996, sem qualquer interrupção, o Festival de Música Moderna de Corroios, na sua origem designado por Festival Novos Caminhos, busca promover e valorizar os novos talentos da música portuguesa, abrindo portas para a sua afirmação.
Deste Festival sairam já nomes hoje reconhecidos como os «Luazzuri»/1996 (com David Rossi - actualmente no projecto Zedisaneonlight - Zona Música), «Sirius»/1996 (UHF – alguns elementos fazem parte da formação que acompanha António Manuel Ribeiro), «Yellow W Van»/2000 (assinaram contrato com a editora Universal em 2001), «Factos Reais»/2001 (com os trabalhos "Será Justo" editado em 2003 e recentemente “Plano B” editado pela Matarroa), «Ashfield»/2002 (segundo lugar no Termómetro Unplugged 2003), «Plasma»/2003 (vencedores em 2004 do concurso “Alarga a Tua Vida” da Alcatel, na categoria Pop-Rock), «The Poppers»/2004 (“Boys Keep Swinging”- Rastilho Records-2006), «UMEED» e «Sugar» 2005, «New Connection»/2006 (“Guts” - Mouraria Records - 2006) entre muitos outros como: «Easyway», «Orgasmo», «Triplet», «You Should Go Ahead», «Dapunksportif» ou «Guys From The Caravan.

A 2ª sessão do Festival inaugurou a exposição de homenagem à histórica sala Rock Rendez Vous. Podem ser vistos 10 painéis que fazem uma viagem por alguns dos aspectos mais significativos do RRV".

Em palco na 2 ºeliminatória e em competição estiveram os "Puny" (Viseu) e os "Money Maker$" (Lisboa).
Os primeiros são uma banda formada por Ricardo Ramos (guitarras, voz, baixo e percussão), Rodrigo Paulino (voz e baixo) e Sandro Martins (bateria). Praticam um som low-fi indie, experimental e alternativa. Pessoalmente não é o meu estilo de música nem de banda. Achei-os um pouco egocêntricos, não comunicaram minimamente com o público (que apesar de ser pouco merecia alguma atenção), e não comunicaram entre si. Pareceu-me que cada um tocou para si próprio e, na minha modesta opinião, não é assim que uma banda deve ser.

Os "Money Maker$" são uma banda lisboeta formados por Vitor Machado (voz e guitarra), Pedro Gama (Guitarra e voz), Gonçalo Santos (baixo) e Robert (Deniro) (bateria). "A sua música como eles próprios a definem "percorre sonoridades na área do rock, punk e reggae".

Eu sou um pouco suspeita para falar desta banda, porque os acompanho há já algum tempo e posso afirmar que sou uma fã. São um colectivo completo, bastante coeso, tanto ao nível musical como estético (os fatos que vestiam nessa noite eram muito á frente!) e proporcionam belos e intensos momentos de diversão e muito Rock. Uma banda "a sério", com imenso talento para a comunicação (ou não tivesse como vocalista um comunicador e "Entertainer" nato como é o Vítor Machado) e com um enorme potencial artístico e criativo.
Claramente um projecto a não perder de vista!
Chamo a atenção para a exposição de homenagem ao grande "Rock Rendez Vous", onde podemos fazer uma viagem ao nosso passado musical revisitando grandes nomes e grandes músicas da nossa história recente. Excelente!
Aqui fica o vídeo da performance e entrevista dos Money Maker§:




As eliminatórias do Festival vão decorrer até ao dia 21 de Março e a final será no dia 28 com os três projectos vencedores. Por isso apareçam, divulguem, votem nos vossos preferidos e apoiem as novas bandas nacionais, que são mesmo do melhor!

Para mais informações sobre o Festival:
http://www.festivaldecorroios.net/

Para mais informações sobre os Money Maker$:
www.moneymakersmusic.com


sexta-feira, 6 de março de 2009

Slow Motion Days

Enquanto espero pelo elevador no Piso 1, dou comigo a pensar que este é o 11º dia consecutivo em que repito estes gestos: chamar o elevador, entrar, carregar no botão com o número 5, esperar, sair à esquerda pelo corredor, entrar na enfermaria 10. O quarto tem 3 camas, na do meio, a nº 5, está a minha Avó.

Assim que saio do elevador, ainda antes de começar a percorrer o corredor, sinto aquele cheiro característico, inconfundível, um cheiro adocicado, que não consigo decifrar do que é. Se for perto da hora do jantar, esse cheiro mistura-se com o da comida, estão a distribuir as sopas. É enjoativo. Dentro do quarto o calor é insuportável, sufocante.

O Hospital Amadora Sintra passou a ser a minha segunda casa. Aos fins de semana, passo lá toda a tarde. O grande átrio da entrada é a sala de estar da nossa família. Encontramo-nos lá todos, filhos e filhas, tios e tias, primos e primas e outros parentes e amigos, alguns dos quais eu já nem me lembrava. Os dias passam como que em câmara lenta, tão lentamente que assusta.

Ao 11º dia, estamos todos mais animados. No final do primeiro dia de internamento da minha Avó, ninguém acreditou que ela iria resistir até ao dia seguinte. Estava irreconhecível, pálida e mais magra do que nunca, imóvel e silenciosa por entre os tubos do soro.

A minha Avó fará 96 anos de idade para a semana, mas apesar da seu já longo período nesta vida e do seu estado de saúde cada vez mais débil, ninguém se preparou para o seu desaparecimento. A ideia de que aqueles podiam ser os seus últimos dias, devastou-nos brutalmente a todos.
Mas ela resistiu. Contra todas as possibilidades reais. Amanhã, no 12º dia, voltará para casa, para o seu pequeno mundo e eu voltarei a respirar de alívio e a poder sorrir um pouco.

A minha Avó ensinou-me uma lição preciosa, uma em cada dia da minha existência. Esta foi mais uma: para sobreviver é preciso ter força para resistir, mesmo quando tudo está contra nós e já ninguém acredita num milagre.


Amadora, 28 de Fevereiro de 2009


* Foto retirada da Internet

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Moda Foca

Encontra-se já disponível o primeiro volume da nova e absolutamente brilhante revista humorística a "Moda Foca". trata-se de uma "Revista humorística e blog de Banda Desenhada, cartoon, ilustração, notícias absurdas e mais umas coisas".

O "Moda Foca" Project tem associado várias vertentes: a Revista, o Blog, e as T-shirts, numa especie de Santíssima Trindade do Humor.
Para os interessados em conhecer e explorar este belo projecto aqui deixo os caminhos:




Mesmo do melhor!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Neruda "O silêncio cabe em qualquer harmonia"

"São uma banda nova. Com um som novo. E editam em 2 de Março o seu álbum de estreia, homónimo. Chamam-se Neruda, são de Lisboa e, como se pode compreender facilmente quando se assume um nome como este, a poesia tem a máxima importância no seu trabalho. E, tal como em Neruda, nos Neruda podem encontrar-se muitos poemas de amor. «Vinho do Teu Corpo», que já está a rodar nas melhores rádios, é o primeiro single retirado do álbum.

Os Neruda são Pablo Banazol (voz, guitarras, letras, composição musical), Tiago Reis (guitarras, teclas, arranjos), Bruno Vaz (bateria) e Pity (baixo). E, nas gravações do álbum – feitas há dois anos, no estúdio BBS, em Vendas Novas –, participaram ainda o baixista Pedro Joyce (Pity só entraria para os Neruda depois), João Campos (segundas vozes e dueto com Pablo no tema «Voa Alto»), Nélson Canoa (teclas) e André Rocha (percussões). A produção esteve a cargo de João Martins, reputado produtor que já trabalhou com os Xutos & Pontapés, Da Weasel, Mão Morta, Rio Grande e Alcoolémia, entre muitos outros. As músicas foram todas compostas por Pablo, que também escreveu todas as letras, à excepção de «Alguém Me Roubou» (letra de Marta Botelho), «Suave Anseio» (letra de Ana Rebelo) e o single «Vinho do Teu Corpo» (letra de Rui Manuel Oliveira “Cuca”).

Há dois anos, quando o projecto começou, chamavam-se Neruda Picasso Escobar. Três nomes míticos - «o poeta, o artista, o bandido…» - que tinham em comum com o líder do grupo, Pablo, o mesmo nome próprio. Mas ficou só Neruda, nome forte, apelativo, sonante, que fazia ainda mais sentido, agora, quando as palavras adquiriram uma importância fundamental em todo este processo. E a música, essa, também!... Pablo tem uma longa experiência no nosso espaço musical: fez parte dos Zoom – aos quais também pertenceu Bruno Vaz e cujo produtor era Tiago Reis, agora todos juntos nos Neruda – e passou ainda pela Ala dos Namorados. Ele, e os outros, têm ainda no curriculum participações em bandas como os Fat Booze, os Gang, os XPTO ou a actual banda acompanhante de João Gil.

E por entre referências bem-vindas e assumidas de Beatles, Rufus Wainwright, Antony & The Johnsons, Radiohead, Caetano Veloso, Gomez ou Lenine – o que se pode esperar dos Neruda é uma música em que a beleza, a contenção, a simplicidade e um lugar, mágico e único, para o Silêncio têm a primeira palavra. Mas, apenas, a primeira de muitas mais…"

Alinhamento do álbum:

1 – Intro
2 – As Queixas Que a Natureza Nos Faz
3 – Vinho do Teu Corpo
4 – O Fim É Apenas o Princípio…
5 – Dá Passagem
6 – Esse Veneno
7 – Canta, Dança, Actua Só Para Mim
8 – Suave Anseio
9 – Tentar Apagar o Passado
10 – Sussurra-me
11 – Doutra Forma
12 – Por Ventura
13 – Voa Alto
14 – Por Dentro Deste Silêncio
15 – Alguém Me Roubou? (faixa-bónus)

Edição: Universal Music Portugal

Finalmente a concretização e celebração de um músico absolutamente brilhante e talentoso, que eu muito admiro, e que tenho a sorte de conhecer há já alguns anos.
Parabéns ao Pablo e aos restantes músicos da banda pelo excelente projecto, que espero, muito sinceramente venha a dar frutos doces e saborosos!

Neruda - Vinho do Teu Corpo
Neruda - Vinho do Teu Corpo


Para conhecer melhor a banda:
www.myspace.com/myspacedosneruda



* Informação e vídeo retirados da Internet

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Revolutionary Road

Esta é a história dramática de um jovem casal, apaixonado e aparentemente perfeito, que vive num suburbio de Nova Iorque,nos anos 50, a braços com uma existência rotineira, com ambições frustradas e sonhos desfeitos.
April sonha com uma carreira de actriz, que nunca conseguiu concretizar, porque a sua falta de vocação nunca lho permitiu. Vive aprisionada ao seu casamento, vivendo numa constante luta entre o amor que sente pelo marido e a vontade de se libertar de uma vida entediante.
Frank é um homem de sonhos frustrados, que vive preso á lembrança do pai, com um trabalho que detesta e sem grandes perspectivas de futuro. A sua principal preocupação é manter o seu casamento e assegurar o bem-estar da sua família.
A relação de ambos é apaixonada e intempestiva, mas é ameaçada pelos desejos e sonhos de cada um, que parecem estar sempre desencontrados.
Um excelente filme, que nos faz questionar sobre a verdade dos sentimentos e levanta a questão (bastante pertinente): será que o casamento implica necessáriamente que temos de abdicar dos nossos sonhos e ambições? Será que a rotina do dia-a-dia acaba sempre por matar o amor?
Brilhantes e intensas interpretações de Kate Winslet e Leonardo Dicaprio (que conseguem uma química incrivel), num filme inquestionávelmente duro, mas sem duvida, muito belo.
A não perder!



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Braço de Prata

"A Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa, começou a funcionar em 1908, com a denominação oficial de Fábrica de Projecteis de Artilharia, fabricando essencialmente munições de Artilharia e estando dependente do Arsenal do Exército. Com a extinção posterior do Arsenal do Exército, a fábrica tornou-se um estabelecimento independente dentro do Ministério de Guerra".

Desctivada nos anos 90, a Fábrica do Braço de Prata é hoje uma Livraria com 12 salas e 3 Ateliers, um Projecto conjunto das Livrarias Eterno Retorno e Ler Devagar, um centro de cultura com cinemas, ateliers, concertos, dança, teatro, exposições, conferências, entre tantas outras expressões artísticas.

No passado sábado passei por lá, e é, sem dúvida, um local a visitar mais vezes. A noite começou ao som da MPB e Bossa Nova, numa viagem conduzida pelo inigualável Luiz Caracol e os seus inseparáveis companheiros, os Vira Lata. A escolha do reportório, foi como sempre brilhante: de Tom Jobim a Ivan Lins, de Lenine a Seu Jorge, de Gilberto Gil a Djavan... A sala estava repleta e imaginem a cena: estantes com livros por todo o espaço, ao fundo um palco improvisado e no meio, as mesas e as cadeiras onde está o público.

Foi mesmo excelente ver e ouvir os Vira Lata fora do circuito normal dos bares. Houve um silêncio e uma atenção absolutos durante o concerto, um interesse genuíno na música e nos músicos. Delicioso!

A seguir, passámos ao Jazz. O André Mota Quarteto instalou-se no palco e deu-nos belos momentos de Jazz. Um belo Groove, sem dúvida.

Depois de uma visita de reconhecimento ao espaço, de ter pegado nalguns livros e de ter passado os olhos pela exposição de fotografia que está por lá, acabei a noite a ouvir Fado. A sala tinha o ambiente próprio de uma casa de Fados, todos sentados á média luz com vinho tinto nas mesas. O anfitrião foi o Helder Moutinho, mas o palco era aberto a todos os que quisessem cantar. Um belo momento de convívio musical.

Um serão muito bem passado, num espaço absolutamente delicioso, cheio de surpresas e encantos. Fiquei com vontade de lá ir também durante o dia. A luz do sol deve trazer-lhe uma magia diferente!

Visita obrigatória para os amantes da cultura e da diversidade! A não perder!


Fábrica do Braço da Prata
Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1
1950-218 Lisboa


* Fotos e informação retiradas da Internet

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

I Can´t stand the Rain...

Estou prestes a ficar com uma psicose por causa deste tempo. A chuva incessante dá-me cabo dos nervos! Já não suporto ouvir as previsões meteorológicas. Eu sei que estamos no Inverno, e que é normal que o tempo esteja frio e chuvoso, mas isto também já é demais!

É que bem feitas as contas, há já praticamente um mês seguido que não se vê o Sol (e quando aparece é tão timidamente que nem dá para matar as saudades).
Já estou naquela fase em que tudo me irrita: a chuva em torrentes a bater nos vidros das janelas, o vento a soprar ferozmente á noite, o cheiro da humidade, as pessoas e os seus chapeús de chuva, os carros que passam a alta velocidade e nos molham dos pés á cabeça, os pés molhados no final do dia...

Sinto falta das cores: já não há vermelho, azul, verde e lilás é tudo negro e cinzento. Para além do céu escuro e pesado, a rua, as pessoas, os prédios, os carros... tudo é cinzento.

Tenho saudades do calor. Se eu mandasse, era sempre Verão. Todo o ano. Bom, podia alternar com a Primavera, que eu também não quero ser fundamentalista sobre esta questão. Há alguma coisa melhor que o calor do Sol a aquecer-nos a Alma? O que é que pode ser mais agradável do que andar todo o tempo de chinelo no pé, de roupas leves e coloridas? E o que pode ser melhor do que as belas noites quentes de Verão, de brisa morna e Amor fresco?
Sinceramente... não estou a ver mesmo nada melhor.

Voltando á realidade meteorológica do dia de hoje, olho pela janela e está a chover outra vez. Mais um dia cinzento. Eu até posso sonhar que é Julho e que o Sol brilha lá fora, mas o mais provável é que apanhe uma molha no caminho de regresso a casa.

Desta vez é a sério... é mesmo oficial. Estou com a pior neura de sempre.


* Foto retirada da Internet